Desculpem-nos á ausência nestes últimos meses, estamos voltando e voltando com TUDO!
Sugestões e críticas sempre serão bem aceitas, afinal, estamos aqui pra sempre levar o melhor pra vocês NEYMARZETES.
Beijos.
Fã Clube Neymar - Baixada Santista
domingo, 24 de junho de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Para chegar a 100 gols pelo Peixe, Neymar dribla mais de três times
O confronto entre Santos e Bolívar-BOL, nesta quarta-feira, às 21h50 (horário de Brasília), em La Paz, pelas oitavas de final da Taça Libertadores, pode se tornar histórico para o Peixe e, principalmente, para Neymar. Com 99 gols marcados pelo Alvinegro Praiano, o camisa 11 pode chegar ao 100º contra os bolivianos. Em apenas três anos como profissional, ele já é o quarto maior artilheiro alvinegro após a Era Pelé. Está atrás apenas de Serginho Chulapa, João Paulo (ambos com 104) e Juary (101).
O GLOBOESPORTE.COM analisou todos os 99 gols de Neymar pelo Santos. Do momento em que recebe o passe até a finalização, ele finta 39 adversários e toca na bola 276 vezes. Sem falar nos inúmeros zagueiros deixados para trás, graças à velocidade do atacante, ou nos que simplesmente não tiveram pique para enfrentá-lo no mano a mano.
No histórico gol sobre o Flamengo, no Campeonato Brasileiro de 2011, Neymar usou quase todos seus fundamentos. Tabelou, arrancou, driblou e chutou com precisão. A obra-prima foi eternizada com o Prêmio Puskás, da Fifa, como o gol mais bonito do ano passado no mundo.
O levantamento exibe outra característica pouco ressaltada do craque: o oportunismo - 90 gols foram anotados de dentro da área. Em 44 (incluindo os 18 de pênalti), ele sequer dominou: bateu de primeira. Em 11, o craque deu apenas dois toques antes da conclusão certeira.
No início da carreira, o jogador se valeu do “anonimato” para se livrar da marcação implacável que o persegue atualmente. Ele aparecia livre na área e, na maioria das vezes com assistência do parceiro Paulo Henrique Ganso, escorava de primeira.
A cada gol, sua fama aumentava, e o número de zagueiros em torno dele também. Neymar passou a sair mais da área, receber a bola na intermediária e fez aumentar o número de toques na bola antes do chute. Contra o Internacional, por exemplo, na atual edição da Libertadores, dominou em seu campo de defesa, tocou por 12 vezes na bola e driblou o lateral-direito Nei antes de fazer outro golaço.
Em La Paz, Neymar vai disputar seu 180º jogo pelo time do coração em busca da marca centenária. Somados os gols pelas Seleções Brasileiras principal e de base, já são 117. Para desespero dos bolivianos, é difícil saber se ele vai driblar, chutar de primeira ou surgir como centroavante na área. O repertório de Neymar no Santos é vasto.
O GLOBOESPORTE.COM analisou todos os 99 gols de Neymar pelo Santos. Do momento em que recebe o passe até a finalização, ele finta 39 adversários e toca na bola 276 vezes. Sem falar nos inúmeros zagueiros deixados para trás, graças à velocidade do atacante, ou nos que simplesmente não tiveram pique para enfrentá-lo no mano a mano.
No histórico gol sobre o Flamengo, no Campeonato Brasileiro de 2011, Neymar usou quase todos seus fundamentos. Tabelou, arrancou, driblou e chutou com precisão. A obra-prima foi eternizada com o Prêmio Puskás, da Fifa, como o gol mais bonito do ano passado no mundo.
O levantamento exibe outra característica pouco ressaltada do craque: o oportunismo - 90 gols foram anotados de dentro da área. Em 44 (incluindo os 18 de pênalti), ele sequer dominou: bateu de primeira. Em 11, o craque deu apenas dois toques antes da conclusão certeira.
A cada gol, sua fama aumentava, e o número de zagueiros em torno dele também. Neymar passou a sair mais da área, receber a bola na intermediária e fez aumentar o número de toques na bola antes do chute. Contra o Internacional, por exemplo, na atual edição da Libertadores, dominou em seu campo de defesa, tocou por 12 vezes na bola e driblou o lateral-direito Nei antes de fazer outro golaço.
Em La Paz, Neymar vai disputar seu 180º jogo pelo time do coração em busca da marca centenária. Somados os gols pelas Seleções Brasileiras principal e de base, já são 117. Para desespero dos bolivianos, é difícil saber se ele vai driblar, chutar de primeira ou surgir como centroavante na área. O repertório de Neymar no Santos é vasto.
Retratos ousados: Neymar se 'vicia' no Instagram e abre sua vida na rede
Em tempos em que os grandes jogadores de futebol são celebridades, estrelas perseguidas por todo tipo de gente, desde jornalistas até aproveitadores, surgem questionamentos sobre a privacidade dos craques. Adriano reclamou no Fantástico do último domingo que precisa ficar vigiando suas janelas para ver se não há fotógrafos tentando flagrá-lo dentro de casa. Ele afirma se incomodar com a exposição extrema.

O Imperador, porém, é de outra geração. A nova, cujo símbolo maior é Neymar, não se incomoda em dividir sua vida com quem quer que seja. O craque santista usa as mídias sociais não só para se comunicar com fãs, mas para expor sua vida sem preocupação. Twitter, Facebook e, agora, o Instagram - o aplicativo para compartilhamento de fotos feitas com o celular é a nova mania do craque moicano.
Um dos fundadores do Instagram é o brasileiro Mike Krieger, de 25 anos, que deverá embolsar R$ 100 milhões dos cerca de R$ 2 bilhões da venda do aplicativo para o Facebook. Um dia depois da negociação, o programa foi liberado para os celulares com sistema Android, disponível na grande maioria dos smartphones (até então, apenas usuários do iPhone, o celular da Apple, tinham acesso ao programa). Dessa forma, o Instagram se popularizou ainda mais: na primeira semana depois da negociação, foram 5 milhões de downloads.
A popularidade do programa se dá pela transformação das imagens com poucos cliques. Neymar se diverte com os filtros do Instagram, mas não filtra a informação. Quem segue o atacante na rede acompanha tudo sobre sua vida: o que ele come, a bagunça do seu quarto, suas roupas, as baladas, suas brincadeiras com Davi Lucca. Está tudo no Instagram. Como os perfis de Neymar não são restritos apenas a pessoas aprovadas pelo jogador, todo mundo pode saber o que se passa com ele, basta ter acesso à internet.
Isso acaba tornando o camisa 11 onipresente. Como tudo o que ele faz gera notícia, estimula cliques, causa discussão, vira mania, suas postagens estão sempre nos principais portais. Sejam eles esportivos ou não. Neymar é mais que um jogador de futebol. É uma celebridade e, portanto, há tempos não está mais restrito ao noticiário específico.
O craque não liga de ter sua vida exposta na rede. Muito pelo contrário, curte a repercussão instantânea de suas postagens.
- Eu gosto muito do Instagram. Estou viciado nesse programa. É onde eu posso compartilhar fotos com todos. Qualquer foto que eu tiro já vai direto para o Twitter. Mostro onde estou, o que estou fazendo. Enfim, muitas coisas - comenta o jogador.
Embora fique online praticamente 24 horas, Neymar sabe usar as ferramentas de um modo que não lhe cause problemas. Aprendeu apanhando. Em 2010, durante confronto entre Vitória e Santos, em Salvador, o atacante, que estava suspenso, teria ofendido o árbitro Sandro Meira Ricci. Apareceram em seu perfil no Twitter frases com xingamentos ao juiz:
- Ladrão, vai sair de camburão.
O jogador se defendeu dizendo que sua conta havia sido invadida. A explicação não convenceu os procuradores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, e ele foi obrigado a indenizar Ricci: R$ 15 mil.
Logo após a polêmica, Neymar foi orientado por seu pai, Neymar da Silva Santos, a deixar de tuitar. Uma conta em nome do jogador seria criada, mas as atualizações ficariam a cargo dos assessores. Seriam apenas recados oficiais e, portanto, superficiais. O astro não aceitou. Seguiu conectado a seus perfis, mas maneirando no palavreado. Deu tão certo que até mesmo seu pai acabou aderindo ao Twitter.
Hoje, Neymar tem mais de 4 milhões de seguidores no Twitter, 3,5 milhões no Facebook e quase 39 mil no Instagram. São quase 8 milhões de "marcadores" ligados em todos os passos do craque. Dentro e fora de campo.
O Imperador, porém, é de outra geração. A nova, cujo símbolo maior é Neymar, não se incomoda em dividir sua vida com quem quer que seja. O craque santista usa as mídias sociais não só para se comunicar com fãs, mas para expor sua vida sem preocupação. Twitter, Facebook e, agora, o Instagram - o aplicativo para compartilhamento de fotos feitas com o celular é a nova mania do craque moicano.
Um dos fundadores do Instagram é o brasileiro Mike Krieger, de 25 anos, que deverá embolsar R$ 100 milhões dos cerca de R$ 2 bilhões da venda do aplicativo para o Facebook. Um dia depois da negociação, o programa foi liberado para os celulares com sistema Android, disponível na grande maioria dos smartphones (até então, apenas usuários do iPhone, o celular da Apple, tinham acesso ao programa). Dessa forma, o Instagram se popularizou ainda mais: na primeira semana depois da negociação, foram 5 milhões de downloads.
A popularidade do programa se dá pela transformação das imagens com poucos cliques. Neymar se diverte com os filtros do Instagram, mas não filtra a informação. Quem segue o atacante na rede acompanha tudo sobre sua vida: o que ele come, a bagunça do seu quarto, suas roupas, as baladas, suas brincadeiras com Davi Lucca. Está tudo no Instagram. Como os perfis de Neymar não são restritos apenas a pessoas aprovadas pelo jogador, todo mundo pode saber o que se passa com ele, basta ter acesso à internet.
Neymar multifacetado (Foto: Reprodução)
O craque não liga de ter sua vida exposta na rede. Muito pelo contrário, curte a repercussão instantânea de suas postagens.
- Eu gosto muito do Instagram. Estou viciado nesse programa. É onde eu posso compartilhar fotos com todos. Qualquer foto que eu tiro já vai direto para o Twitter. Mostro onde estou, o que estou fazendo. Enfim, muitas coisas - comenta o jogador.
Estou viciado nesse programa (Instagram)"
Neymar
- Ladrão, vai sair de camburão.
O jogador se defendeu dizendo que sua conta havia sido invadida. A explicação não convenceu os procuradores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, e ele foi obrigado a indenizar Ricci: R$ 15 mil.
Logo após a polêmica, Neymar foi orientado por seu pai, Neymar da Silva Santos, a deixar de tuitar. Uma conta em nome do jogador seria criada, mas as atualizações ficariam a cargo dos assessores. Seriam apenas recados oficiais e, portanto, superficiais. O astro não aceitou. Seguiu conectado a seus perfis, mas maneirando no palavreado. Deu tão certo que até mesmo seu pai acabou aderindo ao Twitter.
Hoje, Neymar tem mais de 4 milhões de seguidores no Twitter, 3,5 milhões no Facebook e quase 39 mil no Instagram. São quase 8 milhões de "marcadores" ligados em todos os passos do craque. Dentro e fora de campo.
Neymar ironiza técnico que não lhe conhece: 'Vamos esperar a partida'
O técnico do Bolívar, Ángel Guillermo Hoyos, resolveu polemizar antes da partida contra o Santos, nesta quarta-feira, às 21h50, em La Paz, pelas oitavas de final da Libertadores, ao dizer que não conhece Neymar. Na chegada do Alvinegro a Santa Cruz de la Sierra, na noite desta terça-feira, tanto o camisa 11 do Peixe quanto os outros santistas responderam ao treinador argentino.
Alvo da provocação, Neymar falou rapidamente sobre o assunto, em meio ao enorme tumulto gerado por sua presença no Aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz.
- Vamos esperar começar a partida - afirmou.
Os companheiros do craque, porém, foram mais duros com o técnico adversário. Momentaneamente reserva, o lateral-esquerdo Léo, conhecido pela personalidade forte, respondeu à altura.
- Acho que em uns dois minutos no máximo ele vai conhecê-lo. Mas não o conhecemos também, não - disparou o veterano.
Além dele, Borges e Edu Dracena também comentaram a provocação do treinador boliviano. O capitão do Peixe afirma que Ángel Hoyos saberá em breve quem é o camisa 11 do Santos.
- Ele vai conhecer. O Neymar vai dar as boas-vindas para ele, podem ter certeza disso (risos) - prevê Edu.
Já hospedado em Santa Cruz de la Sierra, o Santos vai para La Paz, local da partida, só nesta quarta-feira. A previsão é de que o Alvinegro chegue por volta das 17h30m (horário local, 18h30m de Brasília).
Sem novos desfalques, o Peixe deve ir a campo com: Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano e Ganso; Neymar e Borges.
Alvo da provocação, Neymar falou rapidamente sobre o assunto, em meio ao enorme tumulto gerado por sua presença no Aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz.
- Vamos esperar começar a partida - afirmou.
Em dois minuitos, no máximo, ele (Hoyos) vai conhecer o Neymar"
Léo
- Acho que em uns dois minutos no máximo ele vai conhecê-lo. Mas não o conhecemos também, não - disparou o veterano.
Além dele, Borges e Edu Dracena também comentaram a provocação do treinador boliviano. O capitão do Peixe afirma que Ángel Hoyos saberá em breve quem é o camisa 11 do Santos.
- Ele vai conhecer. O Neymar vai dar as boas-vindas para ele, podem ter certeza disso (risos) - prevê Edu.
Já hospedado em Santa Cruz de la Sierra, o Santos vai para La Paz, local da partida, só nesta quarta-feira. A previsão é de que o Alvinegro chegue por volta das 17h30m (horário local, 18h30m de Brasília).
Sem novos desfalques, o Peixe deve ir a campo com: Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano e Ganso; Neymar e Borges.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Semana Santástica-O Centenário: Mundiais 62/63 & Libertadores 2011
Conquista do primeiro título mundial - 1962
O que mais estimulou o Santos na capital portuguesa naquele inesquecível 11/10/1962 foi a falta de respeito da diretoria do Benfica, que mandou confeccionar os ingressos para a possível terceira partida da decisão do Mundial. Como o time luso havia perdido no Maracanã a primeira partida da decisão, eles julgavam que venceriam com facilidade no estádio da Luz. Porém, o que se viu foi o Santos jogar aquela que é tida como a sua melhor apresentação em toda a sua história centenária, quando venceu dando uma aula e show de futebol, encantando o público português com o placar de 5 a 2, com três gols de Pelé, um de Coutinho e outro de Pepe. O time entrou em campo com: Gilmar; Olavo, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.
Conquista segundo mundial na superação - 1963
Um jogo que emocionou e fez chorar grande parte dos 128.900 torcedores presentes ao Maracanã na noite do dia 14/11/1963, na segunda partida da final do Mundial Interclubes, quando os santistas buscavam sua segunda conquista mundial consecutiva. No primeiro duelo, o Santos perdeu para o Milan por 4 a 2 e precisava reverter o resultado para jogar a decisão e conquistar o tão sonhado título. A difícil vitória veio na segunda etapa. O time praiano virou o jogo e venceu por 4 a 2, debaixo de um temporal que lavou a alma da torcida santista. O Peixe venceu com dois gols de Pepe, um do guerreiro Almir, o "Pernanbuquinho", e outro de Lima, forçando a realização da terceira partida dois dias depois, no mesmo Maracanã, vencida por um a zero com um tento solitário de pênalti do lateral-esquerdo Dalmo Gaspar.
Libertadores 2011
Depois de quarenta e oito anos do bicampeonato da Copa Libertadores, a geração de Neymar e Paulo Henrique Ganso levou o time alvinegro ao seu terceiro título continental. A conquista veio com uma vitória por 2 a 1 sobre o Peñarol, no Pacaembu. Neymar e Danilo marcaram para os donos da casa. Durval, contra, fez o único gol dos uruguaios.
A festa, porém, foi manchada pelos uruguaios, que deram início a uma pancadaria no gramado do Pacaembu ao final do jogo, deixando Elano machucado no meio do campo. Nem a chegada da polícia impediu que a briga continuasse na saída para os vestiários.
Com o título conquistado nesta quarta-feira, o Santos se iguala ao São Paulo como o brasileiro que mais vezes foi campeão da Libertadores. Diferente do rival, que perdeu outras três finais, a equipe santista faturou suas taças precisando apenas de quatro decisões.
O Santos agora tem uma semana para comemorar o título. Como pediu para que o jogo contra o América-MG, pelo Brasileirão, fosse adiado, o time só volta a campo na quarta-feira que vem, frente o Figueirense. Já não terá Ganso, Neymar e Elano, que vão disputar a Copa América. A partir da rodada seguinte, também terá os desfalques de Danilo, Alex Sandro, Alan Patrick e Felipe Anderson, que vão servir à seleção sub-20.
O jogo marcou a despedida de Zé Eduardo e Maikon Leite, que vão para o Genoa e para o Palmeiras, respectivamente. Alan Patrick, muito perto do Shakhtar Donetsk, também não deve mais defender as cores do Santos.
Ataque x defesa. O primeiro tempo foi exatamente como já era previsto desde o fim da partida de ida, no Uruguai. O Santos, mandante, atacava praticamente o tempo todo e tocava bola no campo de ataque. O Peñarol, segurando o empate, apostava apenas nos contra-ataques e se fechava atrás.
Mas nenhum dos dois times conseguiu pôr em prática o seu plano no primeiro tempo. O Santos conseguiu somente duas boas defesas de Sosa, em chutes de Elano, ambos de fora da área. Já o Peñarol não levou perigo nenhuma vez a Rafael, que só fez duas defesas, ambas fáceis, nos 45 minutos iniciais.
A primeira chance santista veio logo com 3 minutos. Elano bateu falta na área, na cabeça de Durval, que subiu no segundo pau, mas cabeceou para fora. Cinco minutos depois, o volante voltou a aparecer bem, com um chute de fora da área, que Sosa pegou no canto esquerdo, à meia altura.
Faltava Ganso e Neymar aparecerem. Do meia, só se esperava uma única assistência, que decidisse o jogo. Ela veio aos 30, exatamente para Neymar, mas o atacante foi segurado por González na entrada da área. Falta que Elano cobrou no contrapé do goleiro. Sosa pulou de mão trocada e fez ótima defesa. Léo e Zé Eduardo ainda tiveram chances na primeira etapa, mas ambos chutaram para fora, cada um aparecendo em um lado da área.
Estrelas. Se apareceram pouco no primeiro tempo, Ganso, Arouca e Neymar começaram a decidir o jogo já no primeiro minuto da etapa final. O volante, que pouco foi à frente no primeiro tempo, recebeu um passe de chaleira de Ganso, carregou bem a bola na intermediária e tocou para Neymar na esquerda. O atacante bateu de primeira, sem muita força, mas Sosa pulou tarde, não alcançou, e ajudou o Santos a abrir o placar.
O Peñarol tentou se lançar ao ataque e, já no primeiro contra-ataque, o Santos ficou perto do segundo tempo. Zé Eduardo teve todo o campo de ataque para avançar com a bola, mas demorou a tocar para Danilo, livre ao seu lado, e acabou recebendo o bote do único zagueiro que o acompanhava, já na entrada da área.
Com os uruguaios atacando sem organização, o Santos não era tão ameaçado, tinha o contra-ataque e controlava o jogo. Marcou o segundo aos 23 minutos, com Danilo, que apareceu bem na área pela direita, limpou a marcação e bateu no canto oposto, com muita categoria.
Depois do segundo gol, o jogo parecia decidido. Mas, aos 34 minutos, Estoyanoff recebeu pela direita e cruzou rasteiro. Durval tentou o corte, mas pegou torto na bola e mandou contra o próprio gol.
O Peñarol, porém, não soube aproveitar a chance de empatar. Continuou deixando o Santos mandar no jogo. O time brasileiro só não fez o terceiro porque, aos 37, quando Ganso finalizou errado um passe de Neymar, Zé Eduardo cabeceou a menos de um metro do gol, sem ninguém à sua frente, e mandou para fora a chance de marcar em sua despedida. Já aos 44, Neymar mandou uma bola na trave e Zé Eduardo voltou a perder na cara do gol.
O que mais estimulou o Santos na capital portuguesa naquele inesquecível 11/10/1962 foi a falta de respeito da diretoria do Benfica, que mandou confeccionar os ingressos para a possível terceira partida da decisão do Mundial. Como o time luso havia perdido no Maracanã a primeira partida da decisão, eles julgavam que venceriam com facilidade no estádio da Luz. Porém, o que se viu foi o Santos jogar aquela que é tida como a sua melhor apresentação em toda a sua história centenária, quando venceu dando uma aula e show de futebol, encantando o público português com o placar de 5 a 2, com três gols de Pelé, um de Coutinho e outro de Pepe. O time entrou em campo com: Gilmar; Olavo, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.
Conquista segundo mundial na superação - 1963
Um jogo que emocionou e fez chorar grande parte dos 128.900 torcedores presentes ao Maracanã na noite do dia 14/11/1963, na segunda partida da final do Mundial Interclubes, quando os santistas buscavam sua segunda conquista mundial consecutiva. No primeiro duelo, o Santos perdeu para o Milan por 4 a 2 e precisava reverter o resultado para jogar a decisão e conquistar o tão sonhado título. A difícil vitória veio na segunda etapa. O time praiano virou o jogo e venceu por 4 a 2, debaixo de um temporal que lavou a alma da torcida santista. O Peixe venceu com dois gols de Pepe, um do guerreiro Almir, o "Pernanbuquinho", e outro de Lima, forçando a realização da terceira partida dois dias depois, no mesmo Maracanã, vencida por um a zero com um tento solitário de pênalti do lateral-esquerdo Dalmo Gaspar.
Libertadores 2011
Depois de quarenta e oito anos do bicampeonato da Copa Libertadores, a geração de Neymar e Paulo Henrique Ganso levou o time alvinegro ao seu terceiro título continental. A conquista veio com uma vitória por 2 a 1 sobre o Peñarol, no Pacaembu. Neymar e Danilo marcaram para os donos da casa. Durval, contra, fez o único gol dos uruguaios.
A festa, porém, foi manchada pelos uruguaios, que deram início a uma pancadaria no gramado do Pacaembu ao final do jogo, deixando Elano machucado no meio do campo. Nem a chegada da polícia impediu que a briga continuasse na saída para os vestiários.
A taça da Libertadores é a terceira levantada pela
geração de Neymar e Paulo Henrique
Ganso. No ano passado, os dois, que dividiam os holofotes com André e
Robinho, já conquistado os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil.
Pode também ter sido a última conquista deles juntos no Santos, uma vez que a
dupla desperta o interesse dos principais times do futebol europeu.
Com o título conquistado nesta quarta-feira, o Santos se iguala ao São Paulo como o brasileiro que mais vezes foi campeão da Libertadores. Diferente do rival, que perdeu outras três finais, a equipe santista faturou suas taças precisando apenas de quatro decisões.
O Santos agora tem uma semana para comemorar o título. Como pediu para que o jogo contra o América-MG, pelo Brasileirão, fosse adiado, o time só volta a campo na quarta-feira que vem, frente o Figueirense. Já não terá Ganso, Neymar e Elano, que vão disputar a Copa América. A partir da rodada seguinte, também terá os desfalques de Danilo, Alex Sandro, Alan Patrick e Felipe Anderson, que vão servir à seleção sub-20.
O jogo marcou a despedida de Zé Eduardo e Maikon Leite, que vão para o Genoa e para o Palmeiras, respectivamente. Alan Patrick, muito perto do Shakhtar Donetsk, também não deve mais defender as cores do Santos.
Ataque x defesa. O primeiro tempo foi exatamente como já era previsto desde o fim da partida de ida, no Uruguai. O Santos, mandante, atacava praticamente o tempo todo e tocava bola no campo de ataque. O Peñarol, segurando o empate, apostava apenas nos contra-ataques e se fechava atrás.
Mas nenhum dos dois times conseguiu pôr em prática o seu plano no primeiro tempo. O Santos conseguiu somente duas boas defesas de Sosa, em chutes de Elano, ambos de fora da área. Já o Peñarol não levou perigo nenhuma vez a Rafael, que só fez duas defesas, ambas fáceis, nos 45 minutos iniciais.
A primeira chance santista veio logo com 3 minutos. Elano bateu falta na área, na cabeça de Durval, que subiu no segundo pau, mas cabeceou para fora. Cinco minutos depois, o volante voltou a aparecer bem, com um chute de fora da área, que Sosa pegou no canto esquerdo, à meia altura.
Faltava Ganso e Neymar aparecerem. Do meia, só se esperava uma única assistência, que decidisse o jogo. Ela veio aos 30, exatamente para Neymar, mas o atacante foi segurado por González na entrada da área. Falta que Elano cobrou no contrapé do goleiro. Sosa pulou de mão trocada e fez ótima defesa. Léo e Zé Eduardo ainda tiveram chances na primeira etapa, mas ambos chutaram para fora, cada um aparecendo em um lado da área.
Estrelas. Se apareceram pouco no primeiro tempo, Ganso, Arouca e Neymar começaram a decidir o jogo já no primeiro minuto da etapa final. O volante, que pouco foi à frente no primeiro tempo, recebeu um passe de chaleira de Ganso, carregou bem a bola na intermediária e tocou para Neymar na esquerda. O atacante bateu de primeira, sem muita força, mas Sosa pulou tarde, não alcançou, e ajudou o Santos a abrir o placar.
O Peñarol tentou se lançar ao ataque e, já no primeiro contra-ataque, o Santos ficou perto do segundo tempo. Zé Eduardo teve todo o campo de ataque para avançar com a bola, mas demorou a tocar para Danilo, livre ao seu lado, e acabou recebendo o bote do único zagueiro que o acompanhava, já na entrada da área.
Com os uruguaios atacando sem organização, o Santos não era tão ameaçado, tinha o contra-ataque e controlava o jogo. Marcou o segundo aos 23 minutos, com Danilo, que apareceu bem na área pela direita, limpou a marcação e bateu no canto oposto, com muita categoria.
Depois do segundo gol, o jogo parecia decidido. Mas, aos 34 minutos, Estoyanoff recebeu pela direita e cruzou rasteiro. Durval tentou o corte, mas pegou torto na bola e mandou contra o próprio gol.
O Peñarol, porém, não soube aproveitar a chance de empatar. Continuou deixando o Santos mandar no jogo. O time brasileiro só não fez o terceiro porque, aos 37, quando Ganso finalizou errado um passe de Neymar, Zé Eduardo cabeceou a menos de um metro do gol, sem ninguém à sua frente, e mandou para fora a chance de marcar em sua despedida. Já aos 44, Neymar mandou uma bola na trave e Zé Eduardo voltou a perder na cara do gol.
Semana Santástica- O Centanário: Brasileiro de 2002 & O Primeiro titulo de Neymar no Santos
SANTOS CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2002
Como não lembrar de um título tão marcante? Para continuar nossa semana santástica, um dia antes do nosso centenário, precisamos relembrar este tão marcante título.
No dia 15 de dezembro de 2002, 18 anos de espera e angústia acabariam em lágrimas de alegria. Não foi fácil.
Poucas coisas na vida – só mesmo um grande amor, eu que o diga – nos fazem esperar por tanto tempo e ainda assim continuar tão apaixonados, como na primeira vez. Melhor ainda: desde aquele 15 de dezembro, o Santos voltou a ser vencedor. Nestes oito anos conquistamos três títulos nacionais, chegamos a quatro decisões do estadual nos últimos cinco anos, vencendo três. Além de um vice de Libertadores e dois vices do Brasileirão.
Em 2010, fomos protagonistas do futebol brasileiro, justamente no ano que foi “preparado” para que um dos nossos rivais comemorasse o seu centenário. Demos aos olhos de quem aprecia futebol a dupla Neymar e Ganso – não mais como promessas. Duas joias pelas quais o povo clamou pela presença na Copa, exceto àqueles que foram cegados pela inveja cega. Não bastasse isso, tivemos peito para dizer “não” aos gringos, que pensam estar no quintal da casa deles.
Mas voltemos àquele 15 de dezembro… Como não se arrepiar ao relembrar as pedaladas do Robinho, os milagres de Fábio Costa e todo o encanto de um time onde até Paulo Almeida acertava passes longos?
Depois da brilhante vitória por 2 a 0 na partida anterior (com gols de Alberto e Renato), o Santos já parecia um time calejado e acostumado a decisões. Nossa torcida estava certa da conquista do campeonato. E, cá entre nós, nem seria justo a taça não descer a serra depois dos atropelos no São Paulo e no Grêmio, não é?
Até a imprensa estava do nosso lado. Exceto, claro, aqueles torcedores com um microfone, uma página no jornal ou na internet, ou coisa que o valha.
A partida manteve-se truncada até os 35 minutos, quando um lance genial marcaria para sempre a história do futebol brasileiro. Robert tocou pra Robinho na ponta esquerda. Ele dominou e partiu para o meio, livre. Então, quando o lateral Rogério tentou marca-lo, o moleque abusado adiantou a bola com um toque e começou a pedalar.
Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete… Oito pedaladas depois, ele já estava dentro da área e ali foi derrubado por seu atônito marcador. Uma jogada inesquecível.
Cheio de atitude com apenas 18 anos, o próprio Robinho pediu a bola e se encarregou da cobrança. Bola num canto, goleiro no outro. Santos 1 a 0 – e uma mão na taça.
Fabio Costa ainda nos salvaria duas vezes no primeiro tempo. Na primeira, uma saída arrojada evitou o gol de Kléber. Na segunda, outro milagre em lance de Guilherme, que estava impedido. Para a “Muralha”, pouco importava. Ele estava disposto a impedir qualquer tentativa contra a meta santista.
Faltavam pouco mais de 45 minutos para tirarmos um peso de nossas costas. E o segundo tempo começou com o Santos no ataque. Willian e Robinho desperdiçaram chances de selar o destino do jogo logo no início da etapa complementar.
Aos 12, outro lance que poderia ter mudado a história. O volante Fabinho agrediu Robert, mas árbitro e bandeira fizeram vistas grossas. Leão reclamou demais e acabou expulso, deixando a jovem equipe sem sua referência no banco para a parte final da partida.
Tenso, o time recuou e viu Fábio Costa operar mais três milagres: evitou um gol contra de Paulo Almeida, buscou uma bola incrível desviada pelo zagueiro Anderson – em lance que quase fez com que André Luís e Paulo Almeida discutissem e quase chegassem as vias de fato – e, por fim, foi espetacular ao espalmar uma bomba de cabeça, desferida por Fábio Luciano.
O Corinthians precisava vencer por dois gols de diferença e o 1 a 0 mantido pelo Santos até os 30 do segundo tempo parecia não dar margens a qualquer reação. Parecia. Naquele mesmo minuto, Gil desceu pela esquerda e cruzou. Deivid foi mais rápido que os zagueiros e colocou a bola na rede, empatando a partida.
A torcida santista sentiu o baque, mas em segundos começou a gritar o nome do time nas arquibancadas, disposta a “jogar” junto nos instantes finais. Mas quando, aos 39, Anderson cabeceou para virar o jogo, em jogada de Vampeta, o silêncio durou um pouco mais. Um filme com 18 anos de duração passou pela mente de todo santista que estava naquele fim de tarde do Morumbi.
Eram 42 minutos quando o goleiro corintiano Doni deu o chamado chutão para colocar a bola no ataque. O santista André Luis ganhou pelo alto, a bola sobrou para Paulo Almeida, que desviou para Renato. O meia tocou para Robinho. Num giro, o camisa 7 lançou para Elano e se projetou para receber o passe de volta.
O zagueiro corintiano Anderson previu a jogada e tentou se antecipar, mas o lépido moleque de São Vicente foi mais rápido. Deixou seu marcador deitado e invadiu a área, com a bola dominada.
Alguns poderiam não acreditar no que viam, mas não foi o caso de Elano. O meia acompanhou toda a jogada e, quando Robinho ergueu a cabeça diante de Fábio Luciano, estava pronto para receber a bola e fazer o gol.
Elano estufou as redes, o santista estufou o peito e o Santos assegurava assim seu sétimo título nacional.
Mas, valente como sempre foi, o Santos não se contentaria só com o empate.
Aos 47, muitos já pediam o apito final, mas o Corinthians ainda tinha um escanteio a seu favor. Alex cortou e a bola foi parar nos pés de Léo. O lateral lançou Robinho – sempre ele –, que foi pra cima de Kléber e Vampeta. Numa ginga de corpo desmoralizante, Robinho fintou a ambos.
A bola sobrou pra Léo na entrada da área. Ele dominou, driblou Fabrício e bateu de pé direito para marcar um lindo gol e, finalmente, fechar o placar: Santos 3 a 2. E, num desfecho cinematográfico, o jogo acabou ali, com a bola no fundo do gol corintiano.
O título consagrou uma nova geração de ouro do Santos. Eram os novos Meninos da Vila, liderados por Diego e Robinho, mas cercados de gigantes: o guerreiro Léo, o polivalente Elano, o disciplinar Renato, as “torres gêmeas” André Luis e Alex, a “muralha” Fábio Costa, o goleador Alberto, o capitão Paulo Almeida, o eficiente Maurinho, o reserva de luxo Robert, além do comandante Emerson Leão. FONTE: SEMPRE PEIXE.
PRIMEIRO TÍTULO DE NEYMAR JR NO SANTOS.
Outra coisa importante, ainda mais pra nós fãs, foi o primeiro título do Neymar no Santos. Vamos relembrar?
O Santo André bem que tentou acabar com a festa, venceu o Santos por 3 a 2, no Pacaembu, mas não levou o título, que ficou com o Peixe, seu 18º na História.
Foram 18 vitórias, dois empates e apenas três derrotas no Estadual de 2010. Campanha digna de um campeão. E o ataque foi o grande pilar desta conquista: foram incíveis 72 gols marcados. Neymar com 14, André com 13 e Paulo Henrique Ganso com 11, foram os principais goleadores do Peixe.
Mas o santista sofreu no fim. Logo aos 55 segundo se jogo, o atacante Nunes abriu o placar para o Santo André, que precisava vencer por dois gols de diferença para ser o campeão.
Foi aí que Neymar, melhor jogador do Peixe no campeonato, chamou o jogo. Sem o óculos de proteção para o olho direito, lesionado na semana passada, o atacante fez grande jogada, driblou o goleiro e empatou para o Peixe aos 8 minutos.
E o Santo André foi para cima. Aos 16, Rodriguinho marcou de cabeça, mas o gol foi erradamente anulado graças a impedimento mal marcado pela assistente Maria Elisa Correia Barbosa. Na sequência, o Ramalhão acertou a trave de Felipe em chute de Branquinho. Mas ao 20, o time conseguiu o seu segundo gol com Alê, que aproveitou mais uma falha da zaga santista pelo alto.
Logo depois do tento do Santo André, a grande confusão da partida. Após empurra empurrra, que começou após Neymar ter se jogado na entrada da área, Nunes e Léo acabaram expulsos após discussão. O Peixe ainda perderia Marquinhos aos 37 minutos após falta violenta.
Mas o Santos resolveu voltar a jogar futebol. E tem Neymar! Depois de Robinho ganhar a dividida na intermediária, Paulo Henrique deu passe espetacular, de letra, para a Joia santista, que só teve o trabalho de tirar do goleiro Júlio César – o centésimo tento do Peixe neste ano. Pouco antes do intervalo, Branquinho fez o terceiro do Ramalhão após outra bela jogada.
Precisando de mais um gol para ser campeão e com um jogador a mais, o Ramalhão começou o segundo tempo no ataque. Aos 5 minutos, Branquinho recebeu a bola na área, driblou Felipe, mas Arouca tirou a bola em cima da linha.
E os jovens santistas tiveram que aprender a se defender. Com a desvantagem no placar e no número de homens em campo, o time passou a segurar o jogo e esperar o tempo passar. Como um grupo campeão!
Aos 37 minutos do segundo tempo, mais um susto para os santistas: Roberto Brum, que entrara aos 32, acabou expulso. Mais pressão contra os “Meninos da Vila”. A torcida prendeu a respiração!
Mas aos 43 minutos, depois de muito sofrimento e alguma pressão sofrida, o Pacaembu voltou a pulsar com o som da festa dos santistas. O Ramalhão foi valente, tentou criar o gol e chegou muito perto do título quando Rodriguinho carimbou, mais uma vez, a trave de Felipe.
Como não lembrar de um título tão marcante? Para continuar nossa semana santástica, um dia antes do nosso centenário, precisamos relembrar este tão marcante título.
No dia 15 de dezembro de 2002, 18 anos de espera e angústia acabariam em lágrimas de alegria. Não foi fácil.
Poucas coisas na vida – só mesmo um grande amor, eu que o diga – nos fazem esperar por tanto tempo e ainda assim continuar tão apaixonados, como na primeira vez. Melhor ainda: desde aquele 15 de dezembro, o Santos voltou a ser vencedor. Nestes oito anos conquistamos três títulos nacionais, chegamos a quatro decisões do estadual nos últimos cinco anos, vencendo três. Além de um vice de Libertadores e dois vices do Brasileirão.
Em 2010, fomos protagonistas do futebol brasileiro, justamente no ano que foi “preparado” para que um dos nossos rivais comemorasse o seu centenário. Demos aos olhos de quem aprecia futebol a dupla Neymar e Ganso – não mais como promessas. Duas joias pelas quais o povo clamou pela presença na Copa, exceto àqueles que foram cegados pela inveja cega. Não bastasse isso, tivemos peito para dizer “não” aos gringos, que pensam estar no quintal da casa deles.
Mas voltemos àquele 15 de dezembro… Como não se arrepiar ao relembrar as pedaladas do Robinho, os milagres de Fábio Costa e todo o encanto de um time onde até Paulo Almeida acertava passes longos?
Depois da brilhante vitória por 2 a 0 na partida anterior (com gols de Alberto e Renato), o Santos já parecia um time calejado e acostumado a decisões. Nossa torcida estava certa da conquista do campeonato. E, cá entre nós, nem seria justo a taça não descer a serra depois dos atropelos no São Paulo e no Grêmio, não é?
Até a imprensa estava do nosso lado. Exceto, claro, aqueles torcedores com um microfone, uma página no jornal ou na internet, ou coisa que o valha.
A partida manteve-se truncada até os 35 minutos, quando um lance genial marcaria para sempre a história do futebol brasileiro. Robert tocou pra Robinho na ponta esquerda. Ele dominou e partiu para o meio, livre. Então, quando o lateral Rogério tentou marca-lo, o moleque abusado adiantou a bola com um toque e começou a pedalar.
Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete… Oito pedaladas depois, ele já estava dentro da área e ali foi derrubado por seu atônito marcador. Uma jogada inesquecível.
Cheio de atitude com apenas 18 anos, o próprio Robinho pediu a bola e se encarregou da cobrança. Bola num canto, goleiro no outro. Santos 1 a 0 – e uma mão na taça.
Fabio Costa ainda nos salvaria duas vezes no primeiro tempo. Na primeira, uma saída arrojada evitou o gol de Kléber. Na segunda, outro milagre em lance de Guilherme, que estava impedido. Para a “Muralha”, pouco importava. Ele estava disposto a impedir qualquer tentativa contra a meta santista.
Faltavam pouco mais de 45 minutos para tirarmos um peso de nossas costas. E o segundo tempo começou com o Santos no ataque. Willian e Robinho desperdiçaram chances de selar o destino do jogo logo no início da etapa complementar.
Aos 12, outro lance que poderia ter mudado a história. O volante Fabinho agrediu Robert, mas árbitro e bandeira fizeram vistas grossas. Leão reclamou demais e acabou expulso, deixando a jovem equipe sem sua referência no banco para a parte final da partida.
Tenso, o time recuou e viu Fábio Costa operar mais três milagres: evitou um gol contra de Paulo Almeida, buscou uma bola incrível desviada pelo zagueiro Anderson – em lance que quase fez com que André Luís e Paulo Almeida discutissem e quase chegassem as vias de fato – e, por fim, foi espetacular ao espalmar uma bomba de cabeça, desferida por Fábio Luciano.
O Corinthians precisava vencer por dois gols de diferença e o 1 a 0 mantido pelo Santos até os 30 do segundo tempo parecia não dar margens a qualquer reação. Parecia. Naquele mesmo minuto, Gil desceu pela esquerda e cruzou. Deivid foi mais rápido que os zagueiros e colocou a bola na rede, empatando a partida.
A torcida santista sentiu o baque, mas em segundos começou a gritar o nome do time nas arquibancadas, disposta a “jogar” junto nos instantes finais. Mas quando, aos 39, Anderson cabeceou para virar o jogo, em jogada de Vampeta, o silêncio durou um pouco mais. Um filme com 18 anos de duração passou pela mente de todo santista que estava naquele fim de tarde do Morumbi.
Eram 42 minutos quando o goleiro corintiano Doni deu o chamado chutão para colocar a bola no ataque. O santista André Luis ganhou pelo alto, a bola sobrou para Paulo Almeida, que desviou para Renato. O meia tocou para Robinho. Num giro, o camisa 7 lançou para Elano e se projetou para receber o passe de volta.
O zagueiro corintiano Anderson previu a jogada e tentou se antecipar, mas o lépido moleque de São Vicente foi mais rápido. Deixou seu marcador deitado e invadiu a área, com a bola dominada.
Alguns poderiam não acreditar no que viam, mas não foi o caso de Elano. O meia acompanhou toda a jogada e, quando Robinho ergueu a cabeça diante de Fábio Luciano, estava pronto para receber a bola e fazer o gol.
Elano estufou as redes, o santista estufou o peito e o Santos assegurava assim seu sétimo título nacional.
Mas, valente como sempre foi, o Santos não se contentaria só com o empate.
Aos 47, muitos já pediam o apito final, mas o Corinthians ainda tinha um escanteio a seu favor. Alex cortou e a bola foi parar nos pés de Léo. O lateral lançou Robinho – sempre ele –, que foi pra cima de Kléber e Vampeta. Numa ginga de corpo desmoralizante, Robinho fintou a ambos.
A bola sobrou pra Léo na entrada da área. Ele dominou, driblou Fabrício e bateu de pé direito para marcar um lindo gol e, finalmente, fechar o placar: Santos 3 a 2. E, num desfecho cinematográfico, o jogo acabou ali, com a bola no fundo do gol corintiano.
O título consagrou uma nova geração de ouro do Santos. Eram os novos Meninos da Vila, liderados por Diego e Robinho, mas cercados de gigantes: o guerreiro Léo, o polivalente Elano, o disciplinar Renato, as “torres gêmeas” André Luis e Alex, a “muralha” Fábio Costa, o goleador Alberto, o capitão Paulo Almeida, o eficiente Maurinho, o reserva de luxo Robert, além do comandante Emerson Leão. FONTE: SEMPRE PEIXE.
PRIMEIRO TÍTULO DE NEYMAR JR NO SANTOS.
Outra coisa importante, ainda mais pra nós fãs, foi o primeiro título do Neymar no Santos. Vamos relembrar?
O Santo André bem que tentou acabar com a festa, venceu o Santos por 3 a 2, no Pacaembu, mas não levou o título, que ficou com o Peixe, seu 18º na História.
Foram 18 vitórias, dois empates e apenas três derrotas no Estadual de 2010. Campanha digna de um campeão. E o ataque foi o grande pilar desta conquista: foram incíveis 72 gols marcados. Neymar com 14, André com 13 e Paulo Henrique Ganso com 11, foram os principais goleadores do Peixe.
Mas o santista sofreu no fim. Logo aos 55 segundo se jogo, o atacante Nunes abriu o placar para o Santo André, que precisava vencer por dois gols de diferença para ser o campeão.
Foi aí que Neymar, melhor jogador do Peixe no campeonato, chamou o jogo. Sem o óculos de proteção para o olho direito, lesionado na semana passada, o atacante fez grande jogada, driblou o goleiro e empatou para o Peixe aos 8 minutos.
E o Santo André foi para cima. Aos 16, Rodriguinho marcou de cabeça, mas o gol foi erradamente anulado graças a impedimento mal marcado pela assistente Maria Elisa Correia Barbosa. Na sequência, o Ramalhão acertou a trave de Felipe em chute de Branquinho. Mas ao 20, o time conseguiu o seu segundo gol com Alê, que aproveitou mais uma falha da zaga santista pelo alto.
Logo depois do tento do Santo André, a grande confusão da partida. Após empurra empurrra, que começou após Neymar ter se jogado na entrada da área, Nunes e Léo acabaram expulsos após discussão. O Peixe ainda perderia Marquinhos aos 37 minutos após falta violenta.
Mas o Santos resolveu voltar a jogar futebol. E tem Neymar! Depois de Robinho ganhar a dividida na intermediária, Paulo Henrique deu passe espetacular, de letra, para a Joia santista, que só teve o trabalho de tirar do goleiro Júlio César – o centésimo tento do Peixe neste ano. Pouco antes do intervalo, Branquinho fez o terceiro do Ramalhão após outra bela jogada.
Precisando de mais um gol para ser campeão e com um jogador a mais, o Ramalhão começou o segundo tempo no ataque. Aos 5 minutos, Branquinho recebeu a bola na área, driblou Felipe, mas Arouca tirou a bola em cima da linha.
E os jovens santistas tiveram que aprender a se defender. Com a desvantagem no placar e no número de homens em campo, o time passou a segurar o jogo e esperar o tempo passar. Como um grupo campeão!
Aos 37 minutos do segundo tempo, mais um susto para os santistas: Roberto Brum, que entrara aos 32, acabou expulso. Mais pressão contra os “Meninos da Vila”. A torcida prendeu a respiração!
Mas aos 43 minutos, depois de muito sofrimento e alguma pressão sofrida, o Pacaembu voltou a pulsar com o som da festa dos santistas. O Ramalhão foi valente, tentou criar o gol e chegou muito perto do título quando Rodriguinho carimbou, mais uma vez, a trave de Felipe.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Semana Santástica- O Centenário: Títulos e Estreia de Neymar
Para começar a nossa "Semana Santástica", vamos relembrar o título do Campeonato Paulista de 2006, título que o Santos não comemorava a muitos anos.
A final foi marcante principalmente pela entrega da taça que foi feita de helicóptero, o que até hoje emociona muitos torcedores.
Vejam abaixo o vídeo-homenagem relembrando este título.
ESTRÉIA E PRIMEIRO GOL DE NEYMAR JR.
Como disse na postagem anterior, ao final de cada postagem desta semana postaremos, momentos importantes do Neymar na história do Santos.
E nada melhor do que começar em sua estréia.
Neymar Júnior estreiou no time profissional do Santos FC no dia 7 de março de 2009, no Pacaembu contra o Oeste.
Não teve uma estréia brilhante, mais agradou ao técnico e aos torcedores, substituiu o meia-atacante Molina naquela partida, jogador querido entre os torcedores.
Veja o video abaixo com os melhores momentos da partida de estreia dele.
Já o seu primeiro gol, foi feito no dia 15 de março de 2009, contra o Mogi Mirim, também no Pacaembu.
Foi o primeiro de muitos gols na carreira do atacante, que evolui cada vez mais.
Veja abaixo o video dos melhores momentos do jogo.
AMANHÃ, RELEMBRAREMOS O TÍTULO BRASILEIRO DE 2002 E O PRIMEIRO TITULO DE NEYMAR NO SANTOS (PAULISTA DE 2010)
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