O que mais estimulou o Santos na capital portuguesa naquele inesquecível 11/10/1962 foi a falta de respeito da diretoria do Benfica, que mandou confeccionar os ingressos para a possível terceira partida da decisão do Mundial. Como o time luso havia perdido no Maracanã a primeira partida da decisão, eles julgavam que venceriam com facilidade no estádio da Luz. Porém, o que se viu foi o Santos jogar aquela que é tida como a sua melhor apresentação em toda a sua história centenária, quando venceu dando uma aula e show de futebol, encantando o público português com o placar de 5 a 2, com três gols de Pelé, um de Coutinho e outro de Pepe. O time entrou em campo com: Gilmar; Olavo, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.
Conquista segundo mundial na superação - 1963
Um jogo que emocionou e fez chorar grande parte dos 128.900 torcedores presentes ao Maracanã na noite do dia 14/11/1963, na segunda partida da final do Mundial Interclubes, quando os santistas buscavam sua segunda conquista mundial consecutiva. No primeiro duelo, o Santos perdeu para o Milan por 4 a 2 e precisava reverter o resultado para jogar a decisão e conquistar o tão sonhado título. A difícil vitória veio na segunda etapa. O time praiano virou o jogo e venceu por 4 a 2, debaixo de um temporal que lavou a alma da torcida santista. O Peixe venceu com dois gols de Pepe, um do guerreiro Almir, o "Pernanbuquinho", e outro de Lima, forçando a realização da terceira partida dois dias depois, no mesmo Maracanã, vencida por um a zero com um tento solitário de pênalti do lateral-esquerdo Dalmo Gaspar.
Libertadores 2011
Depois de quarenta e oito anos do bicampeonato da Copa Libertadores, a geração de Neymar e Paulo Henrique Ganso levou o time alvinegro ao seu terceiro título continental. A conquista veio com uma vitória por 2 a 1 sobre o Peñarol, no Pacaembu. Neymar e Danilo marcaram para os donos da casa. Durval, contra, fez o único gol dos uruguaios.
A festa, porém, foi manchada pelos uruguaios, que deram início a uma pancadaria no gramado do Pacaembu ao final do jogo, deixando Elano machucado no meio do campo. Nem a chegada da polícia impediu que a briga continuasse na saída para os vestiários.
A taça da Libertadores é a terceira levantada pela
geração de Neymar e Paulo Henrique
Ganso. No ano passado, os dois, que dividiam os holofotes com André e
Robinho, já conquistado os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil.
Pode também ter sido a última conquista deles juntos no Santos, uma vez que a
dupla desperta o interesse dos principais times do futebol europeu.
Com o título conquistado nesta quarta-feira, o Santos se iguala ao São Paulo como o brasileiro que mais vezes foi campeão da Libertadores. Diferente do rival, que perdeu outras três finais, a equipe santista faturou suas taças precisando apenas de quatro decisões.
O Santos agora tem uma semana para comemorar o título. Como pediu para que o jogo contra o América-MG, pelo Brasileirão, fosse adiado, o time só volta a campo na quarta-feira que vem, frente o Figueirense. Já não terá Ganso, Neymar e Elano, que vão disputar a Copa América. A partir da rodada seguinte, também terá os desfalques de Danilo, Alex Sandro, Alan Patrick e Felipe Anderson, que vão servir à seleção sub-20.
O jogo marcou a despedida de Zé Eduardo e Maikon Leite, que vão para o Genoa e para o Palmeiras, respectivamente. Alan Patrick, muito perto do Shakhtar Donetsk, também não deve mais defender as cores do Santos.
Ataque x defesa. O primeiro tempo foi exatamente como já era previsto desde o fim da partida de ida, no Uruguai. O Santos, mandante, atacava praticamente o tempo todo e tocava bola no campo de ataque. O Peñarol, segurando o empate, apostava apenas nos contra-ataques e se fechava atrás.
Mas nenhum dos dois times conseguiu pôr em prática o seu plano no primeiro tempo. O Santos conseguiu somente duas boas defesas de Sosa, em chutes de Elano, ambos de fora da área. Já o Peñarol não levou perigo nenhuma vez a Rafael, que só fez duas defesas, ambas fáceis, nos 45 minutos iniciais.
A primeira chance santista veio logo com 3 minutos. Elano bateu falta na área, na cabeça de Durval, que subiu no segundo pau, mas cabeceou para fora. Cinco minutos depois, o volante voltou a aparecer bem, com um chute de fora da área, que Sosa pegou no canto esquerdo, à meia altura.
Faltava Ganso e Neymar aparecerem. Do meia, só se esperava uma única assistência, que decidisse o jogo. Ela veio aos 30, exatamente para Neymar, mas o atacante foi segurado por González na entrada da área. Falta que Elano cobrou no contrapé do goleiro. Sosa pulou de mão trocada e fez ótima defesa. Léo e Zé Eduardo ainda tiveram chances na primeira etapa, mas ambos chutaram para fora, cada um aparecendo em um lado da área.
Estrelas. Se apareceram pouco no primeiro tempo, Ganso, Arouca e Neymar começaram a decidir o jogo já no primeiro minuto da etapa final. O volante, que pouco foi à frente no primeiro tempo, recebeu um passe de chaleira de Ganso, carregou bem a bola na intermediária e tocou para Neymar na esquerda. O atacante bateu de primeira, sem muita força, mas Sosa pulou tarde, não alcançou, e ajudou o Santos a abrir o placar.
O Peñarol tentou se lançar ao ataque e, já no primeiro contra-ataque, o Santos ficou perto do segundo tempo. Zé Eduardo teve todo o campo de ataque para avançar com a bola, mas demorou a tocar para Danilo, livre ao seu lado, e acabou recebendo o bote do único zagueiro que o acompanhava, já na entrada da área.
Com os uruguaios atacando sem organização, o Santos não era tão ameaçado, tinha o contra-ataque e controlava o jogo. Marcou o segundo aos 23 minutos, com Danilo, que apareceu bem na área pela direita, limpou a marcação e bateu no canto oposto, com muita categoria.
Depois do segundo gol, o jogo parecia decidido. Mas, aos 34 minutos, Estoyanoff recebeu pela direita e cruzou rasteiro. Durval tentou o corte, mas pegou torto na bola e mandou contra o próprio gol.
O Peñarol, porém, não soube aproveitar a chance de empatar. Continuou deixando o Santos mandar no jogo. O time brasileiro só não fez o terceiro porque, aos 37, quando Ganso finalizou errado um passe de Neymar, Zé Eduardo cabeceou a menos de um metro do gol, sem ninguém à sua frente, e mandou para fora a chance de marcar em sua despedida. Já aos 44, Neymar mandou uma bola na trave e Zé Eduardo voltou a perder na cara do gol.
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